Transformar arte em empreendedorismo – o caminho de fazer e vender o que ama.
Diana Morgado | abril 29, 2016

Começar um negócio muitas vezes vem de novas ideias, de melhorar um serviço/produto que já existe ou de transformar aquilo que você ama – sua arte em empreendedorismo.

Todas essas possibilidades podem ser animadoras na hora de abrir um novo negócio, mas o amor pelo que você faz é essencial. É como aquela paixão de relacionamento que é o início de uma base. O amor crescerá junto com o desenvolvimento, nesse caso, do seu novo negócio. A base aqui é a arte, além de ser aquilo que você gosta de fazer, possivelmente é a sua melhor habilidade. Habilidade em termos de transformar algo pessoal para levar para o mercado e conquistar o público.

Empreendedores criativos

Ao contrário do estereótipo de “artistas trabalhando por um centavo e que apenas perderam a esperança nos confortos da vida”, a categoria de empreendedores criativos no mercado é crescente. Além de deixar um cantinho da casa mais bonita, alegrar o dia com uma música bonita, um guarda-roupa mais colorido ou uma parede branca mais divertida, esse tipo de empreendedor cresce a cada ano e está se tornando uma força importante nas economias nacionais e globais em 2016.

O fato de empreender ser um trabalho árduo não é anulado por ser no campo artístico, ou seja, se organizar e planejar a parte financeira vale tanto para um empreendedor artesão quanto para um empreendedor de consultorias, por exemplo. Tudo deve ser pensado, desde o plano de negócios até o marketing, se o objetivo é transformar seu investimento em lucro.

Escolhendo a área artística

Um problema conhecido por alguns artistas são o de pessoas que subestimam o custo dos produtos. Quando vendem um quadro por R$60,00 terão que escutar alguma vez um “nossa, que caro…faz por 40? ”. O que não faz sentido, pois além do custo de material, tem também toda a mão de obra. Essa é uma matemática simples e um pensamento que todos deveriam ter, já que ninguém questiona o preço de um produto numa loja de shopping. Além do já citado, eles são também empreendedores que fazem investimento e esperam uma receita no fim do mês, ou que o fluxo de caixa continue para dar continuidade na produção dos seus trabalhos.

Graças à Internet e um crescimento explosivo da “economia freelancer”, milhares de pessoas criativas dissipam a noção de que a riqueza ou sonhos maiores só podem ser alcançados por alguns. Além dos talentos de renome que encarnam o título de artistas estão também os escritores, músicos, pintores, grafiteiros, dançarinas, costureiras. Todos eles, cada um com a sua forma artística, que inventam e traduzem a criatividade em produtos ou serviços que possam ser vendidos ao público.

Exemplo de inspiração

Trouxemos como exemplo e inspiração o “HUGTA Store”, uma loja online recém-criada pela artista e fotógrafa Gabriela Romero em parceria com o namorado dela, Leonardo Maziero. A ideia é vender arte, desde cadeiras personalizadas, ilustrações até camisetas. Além de fazer o que ama, Gabi e seu namorado decidiram encarar essa experiência juntos para juntar dinheiro e seguir o sonho em Amsterdã, o que explica o nome da loja, um acrônimo de “Help us go to Amsterdam” – “Nos ajude a ir para Amsterdã”.

cadeiras e mesa

Além da loja, a Gabi Romero possui uma página própria no facebook com os mais diversos trabalhos. É possível também seguir alguns dos processos de criação e produção do trabalho dela. Uma arte inovadora, divertida e que vai além da imaginação comum. Desde sereias e unicórnios, flamingos e abacaxis psicodélicos até uma arte que trará questões feministas à tona.

Expressando sentimentos e arte

Muitos artistas procuram expressar sua singularidade, o que faz cada trabalho tão interessante e diverso para o mercado.

Muitos artistas iniciam e continuam sua carreira de empreendedor (a) sem deixar para trás o amor pela arte. Seja qual for o objetivo, desde colocar sua arte para o mundo, vender seu trabalho para ir atrás de um sonho, ser conhecido na área ou abrir uma galeria. O objetivo, é um dos grandes precursores que definirão o caminho, as escolhas, decisões e o como será feito o planejamento.

Ideias:

Algumas dicas iniciais para quem tem vontade de levar sua arte para o mercado são: fazer um pitch inicial para amigos e conhecidos, planejar (caso você seja mais visual, aposte no modelo de negócio Canvas), investir em um website básico falando sobre você e seu trabalho (portofólio), aumentar o networking ou parcerias, apostar nas redes sociais, ir em eventos para disponibilizar e fazer a publicidade do seu trabalho e seguir em frente no processo longo, porém satisfatório de abrir um negócio. Esses princípios citados não se diferem muito para todos que querem abrir uma empresa, montar um novo negócio e seguir no caminho do empreendedorismo.

Conclusão

Lembre-se de não desistir porque recebeu um não ou um comentário negativo. A maioria dos negócios que abrem são naturalmente julgados no mercado, e terão aqueles que adorarão e outro não. Os artistas, em geral, precisam se manter ainda mais forte para não levar para o pessoal, já que são tão conectados com seu trabalho. É necessário abraçar a ideia. Ter em mente que talvez você tenha que falar tchau para aquele quadro que você pintou e gostou tanto, pois agora o foco maior será, além de fazer o que ama – empreender e vender.

Diana Morgado
Sobre o autor: Diana lidera o time de internacionalização do SmartBusinessPlan, a ferramenta que ajuda no sucesso de todos e em qualquer lugar do mundo. Dê uma olhada e teste agora seu plano de negócios.

Artigos relacionados

Que tal começar a escrever seu Plano de Negócios?
Teste SmartBusinessPlan hoje, grátis! Isso mesmo, sem custos.